RIO - “Aqui, a bunda vale mais que a mente”: esta frase poderia ser mais um dos cartazes de manifestações que enchem as ruas do país, mas é uma das (muitas) críticas do funk de MC Garden - o nome artístico de Lucas Rocha da Silva. O rapaz de 19 anos conquistou o Facebook - e quem não gostava do gênero - com rimas maldizendo as mazelas que os brasileiros sofrem, ao mesmo tempo que os protestos começaram a efervescer.
- Sempre fiz funk consciente, e resolvi abordar vários temas de uma vez só. Escrevi a letra antes das manifestações começarem, e o clipe estava sendo finalizado quando rolaram as primeiras passeatas - conta o morador de Americanópolis, bairro da Zona Sul de São Paulo.
A inspiração, segundo Silva, veio de sua visão de mundo e “de tudo que os brasileiros vivenciam todos os dias”. Em “Isso é Brasil”, ele solta o verbo sobre a falta de investimentos em saúde e educação, os problemas nos transportes públicos, e até a alienação dos cidadãos pela internet e outras mídias. O funk começa abordando do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) e das igrejas evangélicas, e o clipe mixa imagens do MC na rua do bairro, em casa e de um famoso vídeo do pastor.
- Critiquei o que muita gente tem vontade de falar e poucos têm coragem de dizer. Incomoda muita gente ver a exploração das igrejas com os fiéis, suas atitudes contra os gays, entre outras - diz o MC, que não acredita em Deus “da forma convencional” .
De outra forma, o funk também aponta a violência da polícia. Na cena, DJ Vinicius Boladão põe a mão na boca de MC Garden e sussurra: “shhhh! É melhor nem tocar nesse assunto! Porque daqui a pouco vão excluir esse vídeo, e se eu falar muito vão me excluir junto”. E é esse abuso de poder, mostrado de forma velada, que mais revolta Silva.
A música se popularizou na rede social por ser tão plural quanto os pedidos expressos em gritos e cartazes nas manifestações.
O vídeo, no ar no YouTube desde o dia 19 de junho (dia que protestos tomaram as ruas de dezenas de cidades), acumula mais de 330 mil visualizações. Silva esteve nos últimos três protestos, e também sofreu com o gás lacrimogêneo lançado pela polícia. Para ele, os protestos seguiam um caminho bom e precisa voltar a ter foco:
- O protesto estava na linha do bem, mas sempre tem um ou outro oportunista para roubar, depredar. Também vi gente que não sabia pelo que lutar, como se estivesse em uma micareta. O povo tem força e poder, e estava usando bem, mas começou a perder o foco. Não adianta só ir para ruas. Tem que lutar com consciência.
- Sempre fiz funk consciente, e resolvi abordar vários temas de uma vez só. Escrevi a letra antes das manifestações começarem, e o clipe estava sendo finalizado quando rolaram as primeiras passeatas - conta o morador de Americanópolis, bairro da Zona Sul de São Paulo.
A inspiração, segundo Silva, veio de sua visão de mundo e “de tudo que os brasileiros vivenciam todos os dias”. Em “Isso é Brasil”, ele solta o verbo sobre a falta de investimentos em saúde e educação, os problemas nos transportes públicos, e até a alienação dos cidadãos pela internet e outras mídias. O funk começa abordando do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) e das igrejas evangélicas, e o clipe mixa imagens do MC na rua do bairro, em casa e de um famoso vídeo do pastor.
- Critiquei o que muita gente tem vontade de falar e poucos têm coragem de dizer. Incomoda muita gente ver a exploração das igrejas com os fiéis, suas atitudes contra os gays, entre outras - diz o MC, que não acredita em Deus “da forma convencional” .
De outra forma, o funk também aponta a violência da polícia. Na cena, DJ Vinicius Boladão põe a mão na boca de MC Garden e sussurra: “shhhh! É melhor nem tocar nesse assunto! Porque daqui a pouco vão excluir esse vídeo, e se eu falar muito vão me excluir junto”. E é esse abuso de poder, mostrado de forma velada, que mais revolta Silva.
A música se popularizou na rede social por ser tão plural quanto os pedidos expressos em gritos e cartazes nas manifestações.
O vídeo, no ar no YouTube desde o dia 19 de junho (dia que protestos tomaram as ruas de dezenas de cidades), acumula mais de 330 mil visualizações. Silva esteve nos últimos três protestos, e também sofreu com o gás lacrimogêneo lançado pela polícia. Para ele, os protestos seguiam um caminho bom e precisa voltar a ter foco:
- O protesto estava na linha do bem, mas sempre tem um ou outro oportunista para roubar, depredar. Também vi gente que não sabia pelo que lutar, como se estivesse em uma micareta. O povo tem força e poder, e estava usando bem, mas começou a perder o foco. Não adianta só ir para ruas. Tem que lutar com consciência.
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